sexta-feira, 28 de março de 2014

A Origem dos Cães

O ser humano costumava ser uma criatura nômade, que viajava pelas terras seguindo sua caça. Porém, desde a última Era Glacial, o ser humano aprendeu a plantar. Os humanos se juntavam em vilas e os restos de comida, frutas podres, ossos eram jogados ao redor destes vilarejos, os quais atraíam vários bichos, como ratos, baratas e lobos que se aproveitavam dos restos.
Os lobos fugiam quando as pessoas se aproximavam, portanto, não conseguia ficar muito tempo perto das vilas. Os lobos que nasciam sem medo das pessoas, podia se alimentar melhor e ficavam mais saudáveis para manter descendência.
Com o tempo, os lobos se dividiram em duas classes – os lobos selvagens e os que viviam perto das pessoas. O segundo grupo, tornou-se dependente dos povoados, além de ficar mais amigável e começou a evoluir de forma diferenciada do grupo dos lobos.
Os lobos possuíam corpos fortes e cérebro maior. Para os futuros cães, essas características já eram dispensáveis, pois não precisavam das características de caçador se estes se profissionalizaram em comer restos e logo, manter um corpo forte e um cérebro maior apenas consumia energia. Tiveram vantagem na “seleção natural” os animais que não precisavam de tanta energia. Os animais que precisavam de mais alimento para viver nem sempre conseguiam alimento nos restos, enquanto os bichos menores de cérebros menores, que precisavam de menos alimento, sobreviviam e mantiveram sua linhagem.
Com o tempo, os seres humanos se afeiçoaram aos lobos dóceis e seus filhotes. Os animais brincalhões e amigáveis foram sendo acolhidos pelos humanos e os lobos mais ferozes foram enxotados.


Os lobos dóceis, os canis familiaris, abandonaram a caça e se especializaram em receber comida dos seres humanos. Em vez de matilhas, preferiram virar membros de famílias humanas e desenvolveram latido para chamar a atenção.
Mantiveram várias características dos lobos, porém desabilitaram outras.
Os cães tornaram-se aliados dos humanos durante a caçada, quando perseguiam a presa como se fossem lobos, mas em vez de comê-las, eles a traziam para o dono. Anos depois, com o início da criação de animais de corte, os cães serviam para conduzir rebanhos e defendê-los.


Os cães que viviam com as pessoas eram os que recebiam mais comida e abrigo e eram os que passavam seus genes adiante com mais facilidade. Depois de um tempo, o humano acelerou o processo de seleção do melhor cão, colocando os indivíduos com determinadas características para reproduzirem entre si, dividindo a espécie de cães em diversos tipo, as “raças”.






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