O
ser humano costumava ser uma criatura nômade, que viajava pelas
terras seguindo sua caça. Porém, desde a última Era Glacial, o ser
humano aprendeu a plantar. Os humanos se juntavam em vilas e os restos
de comida, frutas podres, ossos eram jogados ao redor destes
vilarejos, os quais atraíam vários bichos, como ratos, baratas e lobos que se
aproveitavam dos restos.
Os
lobos fugiam quando as pessoas se aproximavam, portanto, não
conseguia ficar muito tempo perto das vilas. Os lobos que nasciam sem
medo das pessoas, podia se alimentar melhor e ficavam mais saudáveis
para manter descendência.
Com
o tempo, os lobos se dividiram em duas classes – os lobos selvagens
e os que viviam perto das pessoas. O segundo grupo, tornou-se
dependente dos povoados, além de ficar mais amigável e começou a
evoluir de forma diferenciada do grupo dos lobos.
Os
lobos possuíam corpos fortes e cérebro maior. Para os futuros cães,
essas características já eram dispensáveis, pois não precisavam das características de caçador se estes se
profissionalizaram em comer restos e logo, manter um corpo forte e um
cérebro maior apenas consumia energia. Tiveram vantagem na “seleção
natural” os animais que não precisavam de tanta energia. Os
animais que precisavam de mais alimento para viver nem sempre
conseguiam alimento nos restos, enquanto os bichos menores de
cérebros menores, que precisavam de menos alimento, sobreviviam e mantiveram sua linhagem.
Com
o tempo, os seres humanos se afeiçoaram aos lobos dóceis e seus
filhotes. Os animais brincalhões e amigáveis foram sendo acolhidos
pelos humanos e os lobos mais ferozes foram enxotados.
Os
lobos dóceis, os canis familiaris, abandonaram a caça e se
especializaram em receber comida dos seres humanos. Em vez de
matilhas, preferiram virar membros de famílias humanas e
desenvolveram latido para chamar a atenção.
Mantiveram
várias características dos lobos, porém desabilitaram outras.
Os
cães tornaram-se aliados dos humanos durante a caçada, quando
perseguiam a presa como se fossem lobos, mas em vez de comê-las,
eles a traziam para o dono. Anos depois, com o início da criação
de animais de corte, os cães serviam para conduzir rebanhos e
defendê-los.
Os
cães que viviam com as pessoas eram os que recebiam mais comida e
abrigo e eram os que passavam seus genes adiante com mais facilidade.
Depois de um tempo, o humano acelerou o processo de seleção do
melhor cão, colocando os indivíduos com determinadas
características para reproduzirem entre si, dividindo a espécie de
cães em diversos tipo, as “raças”.






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